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GRANDES CONGLOMERADOS X MODERNIDADE LÍQUIDA

“Tudo que é sólido, se alimenta do ar” (livro Manifesto Comunista)
= Instável, flexível.
Os grandes conglomerados apresentam dois papéis:
Legitimação discursiva: apresentam uma retórica hegemônica ( papel dos conglomerados, juntamente da mídia de sempre apertar a mesma tecla apresentando apenas o ponto de vista mais interessante, deste modo as pessoas pensam que é o melhor ponto de vista.
De agentes econômicos globais: Idéia de fabricação do consumo, fazendo do mercado o único espaço de vida e de morte hoje. “Fora do mercado não há salvação”. Isto é, todas as ações são voltadas para a obtenção do lucro e o poder como fonte de sobrevivência no mercado tão voraz.

Nesta aula, para exemplificar melhor, o professor mostrou um comercial do carão de crédito VISA, onde várias pessoas estavam comprando em uma loja, tudo funcionava mecanicamente e de maneira organizada com as pessoas passando seu cartão. Isto até uma pessoa apresentar dinheiro. Derrepente tudo se desmancha no ar e se perde a engrenagem. O lema para o comercial era: “Life takes money faster, life takes VISA”.
Creio que não preciso dizer mais nada a respeito das pessoas serem classificadas pelo seu estilo de vida: seu consumo.
Grandes conglomerados significa uma mídia cada vez mais concentrada e mais poderosa. O que acaba gerando questionamentos incontáveis de quem vai canibalizar quem: Novo paradigma comunicacional = Modernidade Líquida. (Tudo é volátil, instável, moldável e transferível).
Sempre existiu um discurso mais forte, que predomina sobre os outros, o poder do momento. Hoje este discurso é o da mídia. Já houve tempos que o discurso predominante foi do Estado, outros tempos que foi da Igreja, hoje ele se transferiu para os grandes conglomerados midiáticos. Será que ainda haverá outros por vir? 
“ A sociedade moderna, como os líquidos, se caracteriza pela incapacidade de manter a forma” Zigmund Baumam – “Modernidade Líquida”.
Baumam preocupa-se com a atualidade dos discursos críticos próprios da época moderna, discursos que tiveram início com preocupações com a ordem social e com tendências a mudanças no futuro, mas que depois passaram a temer as ameaças implícitas à liberdade individual por a imposição de alguns.
Ele também acredita que ainda estamos na Modernidade, como nossos avós com algumas coisas diferentes, que é a “a época da história que pensa em si mesma historicamente”. Para ele a Modernidade líquida é uma versão privatizada e individualizada da Modernidade.
“ Os agentes sólidos que se derreteram na fase líquida da Modernidade são os elos que entrelaçavam os projetos individuais em projetos e ações coletivas”. Isto é, cada um por si procura ser flexível para se capacitar para as incertezas do futuro: ao mesmo tempo ninguém se vê capaz de transformar a sociedade como um todo.
Para o autor, cada vez mais as relações familiares, amorosas, emprego e cidade, são fluidas e não estruturadas.
Para ele, a idéia do poder também é leve, antes o poder se mostrava, conquistava – territórios, tropas, roupas, hoje de certa forma o poder se esconde, você nunca fala quem é que manda.
Hoje quem é realmente poderoso é dono de uma marca, que é totalmente fluido. Está na cabeça das pessoas, no sonho, desejo, imaginação, você não pode pegar. = Modernidade Líquida.
Valores de uma época, princípios de outra = velocidade, rapidez = incapacidade de manter a forma.
“Nela os conceitos e interesses se moldam ao sabor das ondas, aos altos e baixos e às discrepâncias das profundezas para exibir uma superfície plana que cobre externamente todo o planeta com seu abraço que afaga e sufoca”.
criado por liziarazomignan
23:07:22