| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | ||||||
| 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 |
| 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 |
| 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 |
| 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 |
| 30 |

PENSAMENTO COMPLEXO
É o pensamento que abrange o conjunto, que une, faz dialogar com os diferentes saberes. Onde tudo está conectado, com diferentes nós, há uma fusão dos deferentes pontos de vista = compreensão.
Pensamento dialógico – vai contra o dogmatismo, causa e efeito, reducionismo, certeza, racionalismo, idéia de simplificação.
Na verdade, existem probabilidades, possibilidades, meios, uma parte que não é o todo.
Na verdade não sabemos ao certo o que é, nem como é o todo. (Se alguém conhecer alguém que conheceu tudo, e voltou para contar, me avisem, por favor).
Infelizmente ou felizmente só conhecemos uma parte do todo, e apenas compreendemos parte dela, por isso ninguém é dono da verdade. Sempre temos muito a aprender com as pessoas e com a vida.
Pensamento complexo é complexidade, compreensão de saberes, plurais, da ética, da justiça, da vida e do que nós somos.
Não há dualismos, uma coisa ou outra, há complexidade, tons e entretons.
Compreender é integrar, juntar, ser compreensivo , o oposto de arrogância.
Igual a generosidade, da ética, da compreensão, do respeito mútuo.
Quem compreende, conhece melhor o mundo, conhece melhor a si mesmo, entra num estado mais avançado da consciência.

GRANDES CONGLOMERADOS X MODERNIDADE LÍQUIDA

“Tudo que é sólido, se alimenta do ar” (livro Manifesto Comunista)
= Instável, flexível.
Os grandes conglomerados apresentam dois papéis:
Legitimação discursiva: apresentam uma retórica hegemônica ( papel dos conglomerados, juntamente da mídia de sempre apertar a mesma tecla apresentando apenas o ponto de vista mais interessante, deste modo as pessoas pensam que é o melhor ponto de vista.
De agentes econômicos globais: Idéia de fabricação do consumo, fazendo do mercado o único espaço de vida e de morte hoje. “Fora do mercado não há salvação”. Isto é, todas as ações são voltadas para a obtenção do lucro e o poder como fonte de sobrevivência no mercado tão voraz.

Nesta aula, para exemplificar melhor, o professor mostrou um comercial do carão de crédito VISA, onde várias pessoas estavam comprando em uma loja, tudo funcionava mecanicamente e de maneira organizada com as pessoas passando seu cartão. Isto até uma pessoa apresentar dinheiro. Derrepente tudo se desmancha no ar e se perde a engrenagem. O lema para o comercial era: “Life takes money faster, life takes VISA”.
Creio que não preciso dizer mais nada a respeito das pessoas serem classificadas pelo seu estilo de vida: seu consumo.
Grandes conglomerados significa uma mídia cada vez mais concentrada e mais poderosa. O que acaba gerando questionamentos incontáveis de quem vai canibalizar quem: Novo paradigma comunicacional = Modernidade Líquida. (Tudo é volátil, instável, moldável e transferível).
Sempre existiu um discurso mais forte, que predomina sobre os outros, o poder do momento. Hoje este discurso é o da mídia. Já houve tempos que o discurso predominante foi do Estado, outros tempos que foi da Igreja, hoje ele se transferiu para os grandes conglomerados midiáticos. Será que ainda haverá outros por vir? 
“ A sociedade moderna, como os líquidos, se caracteriza pela incapacidade de manter a forma” Zigmund Baumam – “Modernidade Líquida”.
Baumam preocupa-se com a atualidade dos discursos críticos próprios da época moderna, discursos que tiveram início com preocupações com a ordem social e com tendências a mudanças no futuro, mas que depois passaram a temer as ameaças implícitas à liberdade individual por a imposição de alguns.
Ele também acredita que ainda estamos na Modernidade, como nossos avós com algumas coisas diferentes, que é a “a época da história que pensa em si mesma historicamente”. Para ele a Modernidade líquida é uma versão privatizada e individualizada da Modernidade.
“ Os agentes sólidos que se derreteram na fase líquida da Modernidade são os elos que entrelaçavam os projetos individuais em projetos e ações coletivas”. Isto é, cada um por si procura ser flexível para se capacitar para as incertezas do futuro: ao mesmo tempo ninguém se vê capaz de transformar a sociedade como um todo.
Para o autor, cada vez mais as relações familiares, amorosas, emprego e cidade, são fluidas e não estruturadas.
Para ele, a idéia do poder também é leve, antes o poder se mostrava, conquistava – territórios, tropas, roupas, hoje de certa forma o poder se esconde, você nunca fala quem é que manda.
Hoje quem é realmente poderoso é dono de uma marca, que é totalmente fluido. Está na cabeça das pessoas, no sonho, desejo, imaginação, você não pode pegar. = Modernidade Líquida.
Valores de uma época, princípios de outra = velocidade, rapidez = incapacidade de manter a forma.
“Nela os conceitos e interesses se moldam ao sabor das ondas, aos altos e baixos e às discrepâncias das profundezas para exibir uma superfície plana que cobre externamente todo o planeta com seu abraço que afaga e sufoca”.

MITO DA CAVERNA – PLATÃO
“No escuro, há falta de conhecimento”
Platão defende uma tese de falta de conhecimento usando uma metáfora do Mito da Caverna no livro “ A República”, nesta teoria exemplificadora ele mostra uma caverna, onde no fundo as pessoas ficam acorrentadas e viradas para a parede da caverna. Nesta parede, as pessoas enxergam as sombras das pessoas e objetos que estão fora da caverna. Isto é, elas pensam que estas imagens são a realidade, pois não conhecem o mundo eal.

Quando alguém consegue se desacorrentar, quebrar os laços que o prendem à esta situação e consegue ir em direção à saída da caverna, deixa de ver as sombras e caminha em direção à luz.
Mas como ele consegue? Essa força se chama Eros, de erótico, amoroso = busca do conhecimento às coisas reais.
Quando a pessoa vê a luz pela primeira vez, fica ofuscado, fica sego e demora um pouco para sair, pois há uma grande barreira – é difícil de sair do mundo das falsas representações.
Na realidade é a história do filósofo = amigo do saber, para ser filósofo é necessária uma fuga do mundo da opinião para o mundo do saber.
A pessoa volta para chamar a atenção dos outros para esse mundo real, para surpresa dele, todos se revoltam e o matam. (Platão foi condenado à morte).

A imagem é representação, não é o mundo. Hoje nós vivemos na era da imagem (são superfícies), é mais fácil viver num mundo da representação, da fantasia, do condomínio de luxo fechado à sete chaves. Não há percepção da vida, apenas a imagem, a ilusão.
Hoje, todos corremos o risco de perde cada vez mais a noção do mundo real por conta da quantidade de informações que nos chegam que nem sempre são a realidade.