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É realmente uma pena já ter acabado as aulas de Mídia e Poder com o Prof Dimas Kunsch!
As aulas foram maravilhosas, enriquecidas com conteúdos interessantíssimos e totalmente aplicáveis à nossa atualidade.
Mais que aulas produtivas, sentirei muita saudade do meu grupo tão especial...para não morrer do coração, marquei a aula do próximo semestre no dia em que todos estarão lá na Casper..rs
Foi uma grande honra conhecer vocês e poder compartilhar especiências tão enriquecedoras.
Obrigada!!
Obs: Só tá faltando o professor aqui!!! Cadê você nesta hora hein???
Sobre este assunto tão polêmico, segue um texto abaixo comparando a manipulação do partido do Grande Irmão, ao programa de TV Big Brother:

“Em analogia temos fatos mais perto de nossa realidade, Getulio Vargas o "Pai dos Pobres", um regime ditatorial no qual todos acreditavam que o governo realmente se importava com a nação e principalmente com a massa. Mais uma vez, a "massa" que é oprimida sentia -se priveligiada e hoje não vivemos no regime totalitário nem ditatorial mas será que a influência do pensamento ainda existe?
Vivemos em um mundo transbordado pela informação mas, uma informação real? Verdades absolutas? Ou ainda reina a informação manipulada e transmitida de acordo com interesses políticos, econômicos e religiosos?
Hoje reina " Pão e Circo". Diversão - televisão e comida - um salário mínimo a massa para que a informação não seja interpretada, analisada e discutida. Vivemos em um mundo em que a realidade não é mais completamente transformada pelo governo, agora a intenção é distrair as pessoas para que não pensem, da mesma forma dos regimes totalitários mas de maneira sutíl, de maneira quase despercebida.
Citemos os nossos programas de TV, será que somos forçados e estimulados a pensar? Acho que não. Por ironia assistimos a vários Winstons Smith todos os dias, adoramos vigiar! O nome foi inspirado no livro mas como tudo que nos cerca americanizado para Big Brother. O programa é sucesso de audiência não só no Brasil mas no mundo inteiro e pasmem, tem origem de um país de primeiro mundo a Holanda e o nome do criador não é George Orwel mas John de Mol executivo e sócio da empresa Endemol. É transmitido em mais de 25 países, efeito da indústria do entreterimento que tanto ronda nossa mente.

Os problemas socias que são notícias? A última decisão do congresso? A economia do nosso país? Ah! o Big Brother é mais interessante! Vigiar, vigiar e vigiar... Vigiar pessoas, não nossa realidade, nosso governo, nossa economia, nossos problemas sociais e pior a nossa falta de "pensar".
"Pão e circo", vamos continuar com o circo porque o espetáculo não pode parar, a massa tem entreterimento, já basta. Enxergam a realidade então já progrediram...Será que é assim que pensa nosso Grande Irmão? E quem é nosso Grande Irmão? Quem nos manipula? O primeiro poder - Legislativo, o segundo - Executivo, o terceiro - Judiciário ou o mais novo quarto poder - a Mídia? “
Overmundo.com.br
Meu grupo da aula de Mídia e Poder, apresentamos um seminário sobre a Obra 1984: No mais famoso romance de George Orwell, a história se passa no "futuro" ano de 1984 na Inglaterra, ou Pista de Pouso Número 1, parte integrante do megabloco da Oceania.

A manipulação da realidade/ verdade é o tema principal de 1984. Disfarçada de democracia, a Oceania vive um totalitarismo desde que o IngSoc (o Partido) chegou ao poder sob o comando do Onipotente, Onipresente e Onisciente Grande Irmão (Big Brother).
O principal personagem e narrador é Winston Smith, membro do partido externo, funcionário do Ministério da Verdade. A função de Winston é reescrever e alterar tudo que acontece e aconteceu historicamente de acordo com o interesse do Partido. Winston questiona em pensamento a opressão que o Partido exercia nos cidadãos e sofre com isso. Se alguém pensasse diferente das idéias do partido, cometia crimidéia (crime de idéia em novilíngua) e fatalmente seria capturado pela Polícia do Pensamento e era vaporizado. Desaparecia. Isto é, nunca ao menos, havia existido.
Esta obra é critica a opressão dos regimes totalitários das décadas de 30 e 40, e não se resume a apenas criticar o stalinismo e o nazismo, mas toda a nivelação da sociedade, a redução do indivíduo em peça para servir ao estado ou ao mercado através do controle total, incluindo o pensamento e a redução do idioma. Winstom Smith representa o cidadão-comum vigiado pelas teletelas e pelas diretrizes do Partido. O livro foi escrito no ano de 1948 e seu titúlo invertido para 1984 por pressão dos editores. A intenção de Orwell era descrever um futuro baseado nos absurdos do presente. O que conseguiu fazer tão bem que até hoje podemos fazer comparações atuais entre duas idéias e situações de nosso dia a dia.
Ainda relacionado ao Seminário 1984, não podemos deixar de observar que para haver qualquer tipo de dominação e manipulação, é necessário vigiar: 
A punição e a vigilância são poderes destinados a educar (adestrar) as pessoas para que essas cumpram normas, leis e exercícios de acordo com a vontade de quem detêm o poder. A vigilância é uma maneira de se observar à pessoa, se esta está realmente cumprindo com todos seus deveres – é um poder que atinge os corpos dos indivíduos, seus gestos, seus discursos, suas atividades, sua aprendizagem, sua vida cotidiana. A vigilância tem como função evitar que algo contrário ao poder aconteça e busca regulamentar a vida das pessoas para que estas exerçam suas atividades. Já a punição é o meio encontrado pelo poder para tentar corrigir as pessoas que infligem às regras ditadas pelo poder e ela também é o meio ilidir que essas pessoas cometam condutas puníveis (através da punição as pessoas terão receio de cometer algo contrário às normas do poder).
A vigilância e a punição podem ser encontradas em várias entidades estatais, como hospitais, prisões e escolas. Foi criado até um sistema chamado panóptico para facilitar nessa vigilância, nesse sistema haveria uma torre central a qual avistaria, vigiaria todos de uma só vez que estão a sua volta já que essa estrutura a volta da torre central era circular.
“O panóptico é uma composição arquitetônica de cunho coercitivo e disciplinatório: possui o formato de um anel onde fica a construção à periferia, dividida em celas tendo ao centro uma torre com duas vastas janelas que se abrem ao seu interior e outra única para o exterior permitindo que a luz atravesse a cela de lado...” (Michel Foucault - Micro-Física do Poder)